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sexta-feira, 14 de junho de 2019

AMOR RADICAL


História do romance de meus bisavós materno.


Ignez, uma linda jovem italiana, natural de "Firenze", nascida nos anos de 1854 gostava muito de passear pelas praças e monumentos da cidade. E... Numa bela tarde, conheceu o jovem Hyppolito, também natural de "Firenze" - Itália.
Hyppolito, era pintor e fazia a exposição de seus quadros e os vendia, pelas praças da cidade. Aliás, belos quadros!
Passaram a encontrar-se e conversar sobre as pinturas de Hyppolito e, desses encontros surgiu um amor avassalador, podemos dizer um Amor Radical.
Ela, Ignez , moça de família tradicional italiana e muito rica acostumada a requintes. Seu pai muito rígido em seus princípios, não aceitou esse romance. Sem a aprovação do pai, Ignez e Hyppolito encontravam-se as escondidas com a ajuda
de sua mãe a senhora Rosa que protegia a filha e levava recadinhos escondidos de seu marido. Seu pai, o sr. Constantino trancou Ignez dentro do quarto e sem poder sair para ver seu amado ficou desesperada. Aí novamente dona Rosa vai em seu socorro e leva recados para Hyppolito. Num desses eles combinam uma fuga. Ignez, usou vários lençóis fazendo uma espécie de corda e desceu pela janela. Os dois fogem.
Mas, não foram muito longe. O sr. Constantino por ser uma pessoa influente na cidade, conseguiu que os localizassem e prenderam Hyppolito. Ignez ficou inconsolável e muito abatida e novamente trancada no quarto.
O estado de saúde de Ignez ficou delicado e sua mãe muito preocupada voltou a interferir e ajudar sua filha. Fez com que o Juiz soubesse do amor dos dois que solicitou a presença de Ignez para um depoimento. Perguntou-a se verdadeiramente o amava a cima de tudo e se queria viver junto com ele. Ela prontamente disse que sim. Fez a mesma pergunta a Hyppolito e ele respondeu o mesmo, sim.
O Juiz voltou a perguntar a Ignez se era essa mesma a sua decisão e se estava consciente dela. Se o amor que sentia por Hyppolito era tão radical a ponto de passar a viver uma vida simples e de privações ao lado do prisioneiro. Ela reafirmou o sim incondicionalmente. seu pai então inconformado deserdou-a e não a reconheceu mais como filha, e passou a ignorá-la.
O Juiz então lavrou a sentença: "Libertaria Hyppolito, os casaria, mas não viveriam mais na Itália seriam deportados" O Juiz ainda perguntou-lhes novamente: esse amor suporta viver longe de sua pátria e aguenta ir para bem longe da Itália? Esse amor todo suporta viver em outra terra? Mediante o sim dos dois o Juiz os casou e os enviou para o Brasil"
Dona Rosa, que sempre protegeu sua filha, mesmo inconsolável, aceitou a decisão do Juiz e de seu marido. Mesmo sabendo que nunca mais iria ver a filha mas como a amava muito e queria felicidade da filha, acima de tudo, concordou com essa decisão tão radical.
Como o sr. Constantino a deserdou e duro de coração disse não a reconhecer mais como filha, não lhe daria nada e que eles procurassem os meios nessa nova terra. Porém dona Rosa, de um coração muito grande e um amor extremo por sua filha, escondida do marido, deu-lhes suas economias para que pudessem estabelecer-se no Brasil.
Desconfio que eles vieram para o Brasil nos idos de 1800, quando as famílias italianas vieram para o Brasil.
Chegando ao Brasil, se estabeleceram em Valença no estado do Rio de Janeiro. E assim nasceu a família Zappelli no Brasil, da qual sou descendente por parte de ALBERTINA, mãe de minha mãe IRENE.
Dessa união nasceram:
1. - Constantino em 1880, faleceu ainda criança;
2. - Nicolino em 1882, faleceu ainda criança;
3. - Etelvina em 1884;
4. - Noêmia (apelido tia Nega) em1886; era madrinha de minha avó ALBERTINA
5. - Os gêmeos Albertino e Horácio em 1888; e Albertino padrinho de vovó ALBERTINA
6. - Raul em 1890; era padrinho de mamãe - IRENE
7. - América em 1892;
8. - Guilherme em 1894;
9. - Hercília em 1898; era madrinha de mamãe - IRENE
10. -Vicente em 1900;
11. -  Albertina em 1901, minha avó materna e minha madrinha;
12. - Herondina em 1903, mãe da Wanda e da Célia.
Essa linda história de amor tão radical e emocionante de Hyppolito e Ignez é a historia de vida dos meus bisavós maternos.
Parece ficção mas é verdadeiro. É a historia da minha família.

Esse, é um documentário da família ZAPPELLI e da qual sou descente. Minha avó ALBERTINA ZAPPELLI de SOUZA nascida no Rio de Janeiro em 31/05/1901, casou-se com Manoel Ribeiro de Souza nascido na cidade de Valença em 10/02/1882 em 10/02/1921, dessa união nasceu, IGNEZ e IRENE(minha mãe).

Autoria: Ana Maria Fontes Moreira
Maricá-RJ, 14 de junho de 2019

Fonte de dados: Essas informações me foram passadas pela minha avó Albertina ZAPPELLI.


domingo, 9 de junho de 2019

PENTECOSTES



Olá!

Hoje, nós cristãos comemoramos a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e a Virgem Maria - mãe de Jesus.

Cristo acendeu neles o fogo do seu amor para que continuassem a missão Dele, fortalecendo-os e iluminando-os em seus caminhos.

É graça a esses homens de Deus que hoje podemos professar nossa fé e seguir, guiados por Deus Pai e Deus Filho através do Espírito Santo, nossa caminhada aqui na terra.

Um santo e abençoado domingo para todos.